Hoje acordei muito poético, diria. Na verdade, todos esses dias foram poéticos para mim. E não sei por que, mas agora sinto uma intensa vontade de escrever sobre o que penso... Resolvi por a mão na massa, pois então, e falar de algumas coisas que me incomodam. Outras nem tanto, mas também hei de falar aqui. Não sei se posto isso no meu blog... Parece-me demasiadamente amador escrever sobre suas próprias obras. Mas e daí? Quem disse que eu sou profissional? E quem disse que eu sou um poeta, e veja só, apenas duas ou três pessoas me lêem, então o que quer que eu escreva, quem se importa?
Começo então pelo que acabei de escrever por impulso. “Quem disse que eu sou poeta?”. Isso é algo que me incomoda. O que é ser poeta? Eu sou poeta? Serei um dia? Como saberei se já sou ou não poeta? Sim, eu escrevo e amo escrever; Escrevo como poucos escrevem, penso. Escrevo por prazer, e não minto no que lhes digo, leitores meus. Se digo que estou triste, é porque assim estou. Se digo que estou feliz, é porque assim estou. Talvez eu não aparente estar de tal jeito... Talvez nem mesmo esteja! Mas se escrevo, é porque algo dentro de mim está assim, e quer sair. Seria isso ser escritor? Por impulso, diria que sim. Mas se eu pego um Rubem Braga, ou um Machado, ou qualquer um desses grandes poetas, e digo na cara deles: “eu sou um escritor!”, o que diabos pensariam de mim? Eu, que nada publiquei, que ainda não vivi nem um décimo do que eles já viveram, qual poder e quais conquistas tenho eu para me chamar de escritor? Desculpem vocês que querem melhorar minha auto-estima, porém eu não sou um escritor, nem um poeta. Eu pretendo ser um dia... Mas antes, tenho que descobrir o que é isto.
Queria escrever um pouco sobre minhas obras, também. Começando por uma a qual de desgostei bastante. A última que redigi aqui no blog, “Meu amor por Abril”. Não sei por que, mas acho que fui muito fútil ao escrever aquilo. E eu que enfeitei tanto as palavras, e pra quê? Pergunto-me agora. Acho que fui muito direto ao falar da minha tristeza, e muito falso também. Disse que era apenas uma pequena história... MENTIRA! Eu queria que fosse algo grandioso. E ainda desejo que me digam que foi uma história muito boa; Mas não foi. E eu sei disso. Se meu amor por Abril fosse uma história muito boa, eu pararia de escrever agora. Pois eu ainda almejo mais... Me desculpe, seja lá quem fique ofendido com isso, mas eu almejo tocar muito mais fundo no coração das pessoas. E se meu amor por Abril for um bom texto, e se eu me conformar com ele, nunca vou conseguir alcançar o que almejo.
Acabei de finalizar um poema bem curto aqui. Chamei-o de “Filha”, e fiz pensando em duas coisas. Corrijo, três: a primeira, foi minha irmã que está para nascer. A segunda, foi um pensamento que tive de repente, de uma garota andando pela casa, e eu procurando-lhe sem encontrar. E a terceira coisa foi o nascimento. Eu tenho mania de falar da morte. Esse assunto me fascina! Porém, se pararmos um pouco e pensarmos, o nascimento é muito mais misterioso e bonito; Porém, também não acho que atingi o nível que queria com esse poema. Mais tarde posto aqui no Blog para vocês, leitores, verem. Peço perdão desde já.
Agora sobre aquele poema, o “Foi a chuva, e só“. Foi um dos que mais gostei de ter escrito; Alguém, uma vez, me perguntou o porquê de eu ter escrito no final: “nada é mais importante do que foder”. Vejam bem, a escolha da palavra final foi para tornar o verso impactante. A idéia dele remete ao fato de que todos os nossos questionamentos, todos os pensamentos filosóficos e existencialismos loucos, nada disso importa. Nada vai nos levar a lugar algum. O que realmente importa na vida é viver, é estar aqui, é realizar o ato que vai prosperar a raça humana pela terra: o coito. Foi para isso que fomos criados, afinal. Uma idéia bem simples, mas que muita gente deve achar chula. Sinceramente, não me importo. Cada um vive sua vida da forma como quer, pensa o que quer e fala o que quer. Julgamento é uma atitude que eu procuro ignorar.
Mas ao todo, foi um bom poema esse. Teve muitas idéias estranhas, porém que para mim, fazem sentido. Gostaria que todos que lessem procurassem entendê-lo ao menos um pouco; Mas sei que esse poema deve ter enjoado muita gente, então não vou mais falar sobre ele.
Outra coisa. Andei pesquisando alguns blogs de poesia e me deparei com um certo orgulho exagerado por parte dos escritores. Gabando-se por demais dos livros que escreveram, falando como se fossem donos do mundo e me passando a impressão de que, se um dia eu, um menino de 16 anos e joelhos ralados ousasse falar com eles, eles iriam cuspir em mim e se achar superiores demais para gastar seu tempo. Não questiono a obra de nenhum desses, pois são magníficas, nem afirmo com 100% de certeza que fariam isso se eu tentasse (E ainda vou tentar), porém escrevi isso para afirmar a mim mesmo que não vou ser que nem eles. Simplesmente não quero ser assim, e se um dia for, amigos que me lêem, por favor, me avisem. Prefiro, do fundo do coração, mas é do fundo do coração MESMO, ser para sempre esse menino de 16 anos e joelhos ralados que hoje sou. Claro que quero ser grande em minhas obras, como disse antes. Mas não quero ser grande e cruel; Não quero ser grande para que os outros se sintam pequenos. Quero crescer dentro das pessoas, como um sentimento, como um cheiro sereno e delicioso, e quero mostrar a elas os segredos do morro de Itaparica, das matas dessa minha ilha, de suas praias desertas e escaldantes, e os segredos obscuros que eu guardo no fundo de minha alma. Poderia fazer isso com qualquer forma de arte, claro; Mas tenho pela escrita uma adoração especial. Faz um ano desde que comecei a escrever com o intuito de me tornar profissional... Acho que um dia vou conseguir. E assim espero.
Um anúncio de algumas linhas também, para finalizar. Dei permissão de administrador para um colega meu também postar aqui no blog. Ele se chama Marllon França, e também tem o blog dele que vocês podem conferir num link que fica na sessão de recomendados (Sessão essa que fiz uma limpa nesse instante). Marllon, que vem me ajudando muito desde que nos conhecemos! Seja bem vindo, colega!
Bem, era isso que queria dizer para mim mesmo, e também para os que me Lêem. Nesse ponto já decidi que vou postar isso no blog, claro, mas não espero muita repercussão. Quem sabe um interessado, certo dia, não vem e dá uma olhada aqui? Muito obrigado a você, interessado!
Hello Senhor Ruukasu...
ResponderExcluirEu aqui, O marllon que citaste.
Bem... Achei interessante sua franqueza durante esse texto. Bem, eu achei Meu amor por Abril um texto bom... não foi nem de longe o seu melhor, e nem o seu maximo!... você pode muito mais que ele, e acho que isso que me careceu.
Sobre o seu poema, um dos quais eu nao comentei. Sim, ficou muito interessante, embora eu confesse que discorde em uns pontos. Se nós podemos nos reproduzir, nós podemos sorrir... nós podemos viver, nós podemos comer, respirar, ver, amar! todos nós sentimos tudo isso! E nosso corpo foi preparado tanto pra isso quando pra reprodução, então porque ela eh o mais importante da vida?... eu acho que a vida já é uma incognita gigante, é realmente complicado.
pois bem, ta ai uma coisa que vou gostar de escrever.
E Ruukasu... um Poeta nunca será um poeta pra sí mesmo, ele é poeta pros outros. Ele é escritor pros outros. Ele escreve para sí, mas ele escreve, e é sempre bom nao se auto proclamar. O que diria machado? Na certa que somos bem ruins, mas que podemos melhorar! Um escritor sempre pode melhorar... sempre pode ter suas idéias e ir além! não existe limite no universo! desde que nao podemos provar nada, o limite dos humanos é sua própria consciencia, então, meu amigo Poeta. Você tocou a mim, de verdade, e é sim pra mim um grande poeta. Pois é uma pessoa que inspira minhas ideias... inspira minha escrita. É uma das pessoas que me inspiram!
compreende?
Nos estamos no mundo apenas estamos, sem saber se estamos. Vivemos sem saber que vivemos, Amamos sem saber o que é o amor... Sonhamos sem saber porque sonhamos, sem saber o que somos, porque somos, onde estamos.
Você é poeta, por mais que nao saiba. Mas não só poeta, você é humano, é inseguro. E sim, não deve se prender... mas nao deve se mediocrizar.
Você Deve pensar "meu poema/texto está bom, mas está bom para hoje! amanhã, será ainda melhor!" e siga assim... sempre... sempre procurando superação! o limite é sua propria consciencia.
^^ Você é uma grande pessoa, um grande parceiro, um grande amigo. E vem me ajudando e me levando pra frente a muito tempo, desde que nos conhecemos!
Nao venho fazendo nada, apenas sigo as idéias. Eu acho que o importante numa amizade, é que os dois lados se suportam e se levantam, não? isso que faz ela tão especial, você é importante pra mim, assim como eu sou (eu sou né? T_T) importante pra você! ^^ e isso faz o mundo especial!...
^_^ e se vc se tornar esse poeta, como muitos escritores que vejo por ai... Eu vou te bater até você voltar a ser o garoto de dezesseis anos e joelhas ralados... Pois foi esse garoto que me cativou, me mostrou o mundo, me deixou feliz. E esse garoto que é importante pra mim.
^^ Peço que faças o mesmo por mim... de verdade. Força!
E go go go Ruukasu. sempre em frente!